O Director do MNA, António Carvalho, realizou uma visita técnica ao Museo de Cáceres, enquadrada no processo de reformulação pelo que as duas instituições estão a passar no âmbito do PRR. A partilha de estratégias de gestão demonstrou, uma vez mais, a pluralidade de caminhos que cada museu pode seguir, determinados, por sua vez, pelo contexto em que cada um se insere: Qual o grau de intervenção e que tempo dura? Qual a relação com o público e com a comunidade em que se insere? Será que um museu deve encerrar na totalidade ou manter uma programação cultural adaptada? De que forma?
Em Cáceres, tal como no MNA, optou-se por manter a ligação com o público. No exemplo espanhol, preparou-se, em poucos meses, a “Casa de los Caballos", um edifício junto ao Museu na área inscrita pela UNESCO na lista de Património da Humanidade desde 1986, onde se pode visitar um núcleo expositivo permanente que reúne artefactos desde a pré-história e se estende até à arte contemporânea. Aqui, encontram-se ainda as áreas técnicas, para acomodar a equipa, e uma pequena parte da reserva - a restante foi transferida para armazéns onde permanecerão durante os 30 meses de duração da obra (financiada em 7.611.384 €).
Na foto: António Carvalho, Diretor do MNA, Raquel Preciados, Diretora do Museo de Cáceres, e Agustina Cantero, Historiadora de Arte e Conservadora do Museo de Cáceres, acompanhados de um torso de uma estátua equestre que integrou a exposição “Lusitânia Romana: Origem de Dois Povos / Lusitania Romana. Origen de dos Pueblos” (2016, co-organização do Museu Nacional de Arqueologia e do Museu Nacional de Arte Romano de Mérida).